FAQ

Perguntas Frequentes

Sobre o Balão Intragástrico

Para colocar o balão é necessário IMC a partir de 27. Para saber seu IMC consulte nossa aba calcule seu IMC.

Não, ao contrário que muitos pensam, o balão não é uma cirurgia. É um procedimento ambulatorial, feito por endoscopia, sem cortes e sem internação. O paciente é liberado no mesmo dia pra ir pra casa.

Você não sente dor durante a colocação. Durante o procedimento, o paciente é sedado (isso significa que ele vai dormir durante o procedimento) e não sente nada. Essa sedação deve ser feita pelo médico anestesista.

Nos primeiros dias podem acontecer náuseas e vômitos, por isso recomendamos que o paciente afaste-se das suas atividades habituais durante os primeiros 3 dias após a colocação.

Quem coloca o balão intragástrico pode apresentar náuseas e vômitos e dor abdominal de 3 dias após a colocação. Para melhora destes sintomas são receitados medicamentos ao paciente para tomar em casa.

Não, o procedimento é mais simples: a introdução é feita por endoscopia digestiva alta, sob sedação e a retirada também por endoscopia, sob sedação controlada por anestesista.

No caso do Balão Intragástrico Deglutível o procedimento é realizado no setor de Raio X e com o paciente acordado.

A sensação de que existe algo diferente dentro do estômago ao colocar o balão intragástrico varia de pessoa para pessoa. Durante o tratamento é possível que você sinta o balão no estômago, mas após um curto período de tempo essa sensação diminui. Muitos pacientes nos relatam “estômago alto”. Isso pode ser óbvio devido realmente à presença de uma “bola” na câmara gástrica.

Nos primeiros 3 dias  recomendamos afastamento do trabalho e de suas atividades e também evitar atividade física durante 1 semana. Se o paciente estiver se sentindo bem pode fazer caminhadas e atividades leves.

Também é importante seguir as orientações médicas e evitar a prática de exercícios de alto injúria abdominal, como por exemplo o boxe.

O balão intragástrico não vai tirar sua fome, mas tende a diminui-la! Isto ocorre pois, ao colocar o balão, ele passa a ocupar um espaço em seu estômago, causando um efeito restritivo à ingestão de alimentos bem como provocando uma sensação de saciedade precoce. Isso é mais evidente nos 3 primeiros meses de tratamento. O resultado é que você comerá menos, pois logo estará satisfeito com uma menor quantidade de comida ingerida. Esse efeito facilita a adesão às dietas hipocalóricas que costumam ser difíceis de seguir. Além disso, a presença do balão inibirá somente a fome que chamamos de orgânica, ou seja, seu organismo solicitando comer. Não inibirá a fome psicológica, compulsiva, do hábito de comer. É por isso que o acompanhamento multidisciplinar, inclusive com psicólogos, pode ser necessário.

Como em qualquer tratamento médico, os remédios são necessários para dar apoio ao processo, especialmente na fase inicial de adaptação. Durante toda a permanência do balão é preciso, por exemplo, controlar a acidez do estômago com o uso constante de medicação específica. A idéia do balão é ser um tratamento mais saudável possível, com mínimo de ingestão química possível. No entanto, para alguns casos, se faz necessário medicamentos que ajudem você a controlar a compulsão alimentar. Isso vai ser indicado após avaliação com o psicólogo ou pelo médico durante sua consulta avaliatória.

Há uma incidência baixíssima de vazamento de líquido do balão descritos na literatura médica mundial. O balão é preenchido por um liquido azul e caso haja extravasamento do mesmo, o portador do balão urinará várias vezes muito esverdeado. Então o paciente entrará em contato com o médico para retirada precoce do balão.

Sim, é possível isso acontecer, especialmente com o passar do tempo, devido a ação do suco gástrico, alimentos e fungos sobre a parede do balão, que vai se fragilizando podendo romper, especialmente após o período recomendado de permanência. Isso é muito raro e não é motivo de preocupação, haja vista que, além da denúncia na urina verde, o balão que trabalhamos tem excelente qualidade.

Sim, é possível. Na literatura mundial e na nossa experiência, esse índice não passa de 5% dos balões colocados. Isso, na realidade, não é um problema em si para o paciente, pois essa colonização pelos fungos é completamente assintomática. O problema do fungo no balão recai sobre duas coisas: 1. aumenta a fragilidade do balão diminuindo sua vida útil, podendo ocasionar rompimento espontâneo antes do prazo de 6 meses. 2. Há raríssimos casos em que a colonização do balão pelos fungos é tão intensa que dificulta sua retirada para o médico endoscopista devido ao aumento da sua espessura.

Geralmente não. Os fungos são parasitas que normalmente não sobrevivem na acidez de um estômago normal. No entanto, durante todo o tratamento será necessário tomar antiácidos que inibem a secreção ácida tornando o estômago mais alcalino, favorecendo o crescimento de fungos que não causam problemas ao organismo mas que podem colonizar o balão.

É interessante o acompanhamento médico multidisciplinar durante o tratamento com o balão intragástrico. Profissionais das áreas de nutrição, endocrinologia, nutrologia, psiquiatria e psicologia podem lhe ajudar a perder mais peso do que perderia somente com os resultados da presença do balão em seu estômago. Estudos demonstram que atividade física com regularidade aumentam a perda de peso. De qualquer forma o fundamental para que o tratamento renda bons resultados é que você seja o seu próprio aliado, procurando se adaptar às orientações médicas e mantendo um estilo de vida mais saudável.

A manutenção do peso, independente do método escolhido para o emagrecimento (inclusive cirurgia!), depende de disciplina, mudança de hábitos e força de vontade. Durante os meses de tratamento procure seguir as orientações de profissionais para uma reeducação alimentar, adquirindo hábitos alimentares mais saudáveis, mantendo o seu equilíbrio psicológico, bem como a prática de atividades físicas, pois é isso que irá garantir a manutenção do peso depois da retirada do balão. A proposta do balão é emagrecer; manter sempre será sua responsabilidade. Isso vale para balão, remédios e cirurgias bariátricas.

Nas primeiras 72 horas após a colocação do balão é bastante comum que você sinta muito enjôo, vômitos e dor abdominal. Normalmente estes sintomas diminuem muito após o 3º dia. Isso acontece porque o organismo precisa se adaptar à presença do balão, que é interpretado como um corpo estranho que está estimulando contrações muito intensas no início do tratamento. Após esse período de adaptação, o desconforto diminui bastante e você pode prosseguir com suas atividades diárias, inclusive exercícios físicos. De qualquer forma serão prescritos medicamentos para tentar controlar ao máximo estes efeitos colaterais. Vale lembrar que cada organismo é diferente do outro, e embora estatisticamente sejam 3 dias de mal estar, isso é imprevisível quando pensamos em cada indivíduo.

 Essa é uma decisão médica, influenciada pela escolha do balão que será passado. O prazo máximo de permanência da maioria dos balões, no intuito de perder peso, é de 4 meses a 1 ano, na dependência do balão a ser colocado. Vários estudos demonstram que ele não possui mais eficácia após este período. Sua permanência após esse período, ajudaria apenas a manter uma reeducação alimentar. Se você desejar perder mais peso com esse método, poderá colocar um novo balão intragástrico, mas é necessário um intervalo de pelo menos dois a três meses.

Não. Como qualquer tratamento médico não há garantia de resultados. Infelizmente o resultado do tratamento não dependerá somente do balão. Dependerá de inúmeros fatores, intrínsecos e extrínsecos ao paciente, tais como: se o paciente seguirá corretamente o tratamento, com acompanhamento nutricional adequado, exercícios físicos e restrição calórica. Além disso, cada organismo tem uma velocidade de perda e infelizmente alguns pacientes podem perder menos peso do que aquele esperado e projetado. Da mesma forma em alguns pacientes a perda supera as médias estatísticas e as expectativas iniciais do médico e do paciente. Também é um erro realizar comparações entre pacientes na quantidade de kilos perdidos, pois 20 kg perdidos representam quantidade diferente para um paciente que pesa 100 kg de outro que pesa 80 kg.

A indicação é de retirar o balão no início do segundo semestre de gravidez.

Para isso é necessária uma carta do ginecologista com a indicação do tempo de gestação.

Não. Qualquer cirurgia gástrica é contraindicação à colocação do balão.

Sobre o Plasma de Argônio

2 anos após a cirurgia e com reganho de peso de 10% ou mais do peso mínimo atingido após a cirurgia.

Não, somente quando a anastomose dilatar novamente. Recomenda-se nova endoscopia 6 meses após o término das sessões.

É muito variável de paciente para paciente, mas em média, 50 a 100% do peso que o paciente reganhou.

É necessário um tempo para que o estreitamento da anastomose ocorra. Isso normalmente acontecerá após a segunda ou terceira sessão, quando então ocorrerá a maior perda de peso.

Não. É indicado somente para a técnica do bypass gástrico em y de roux.

O paciente perde peso durante as sessões e enquanto a anastomose permanecer diminuída.

Não, recomendamos somente que volte com uma acompanhante para dirigir e auxiliar o paciente.

O reganho de peso infelizmente independe da técnica de emagrecimento realizada. Depende muito das mudanças no estilo de vida do paciente, passando por uma alimentação saudável, controle do estresse, prática de alguma
atividade física e de uma boa qualidade do sono.